Programas da China

Profissionais e executivos do cinema e da TV chinesa falam de futuro, colaboração e oportunidades de negócio no maior mercado audiovisual o mundo

A expressão que mais se ouviu no painel "China – Cultura e possibilidadas de negócios", que aconteceu na tarde do dia 24 de abril, foi… Escrava Isaura! Rodada nos anos 1970, a novela brasileira fez um sucesso inacreditável entre os chineses, mas de lá para cá muito pouco aconteceu em termos de diálogo audiovisual entre os dois países. Neste sentido, o evento na Rio2C já é um marco.

Foi a primeira vez que um grupo de empresas de cinema, rádio e TV chineses esteve no Brasil para falar de parcerias e trocas comerciais neste campo – e ao acender das luzes no Teatro de Câmara Petrobras, onde o evento ocorreu, não restou a menor dúvida: o país do diretor Zhang Yimou e da atriz Gong Li é, também, uma potência audiovisual.

Números impressionantes

Basta dizer que os chineses têm o maior número de empresas de produção e transmissão de cinema e TV do mundo. São duas mil estações de rádio e televisão e 18 mil empresas de audiovisual. Em 2018, elas produziram 13 mil episódios de telenovela, 80 mil minutos de animações e 70 mil horas de documentários. E o maior público do mundo também é chinês: 1,3 bilhão de telespectadores e 579 milhões de usuários online (número que cresce rapidamente).

Colaboração e futuro

Mas além de exibir números e trechos de produções audiovisuais chinesas, o encontro na Rio2C sugeriu uma pauta de ações conjuntas entre os dois países. Por meio de seus representantes oficiais, a delegação chinesa propôs duas iniciativas que podem ter grande impacto futuro.

A primeira é ampliar o espaço de cooperação, intercâmbio de pessoal, treinamento internacional e, particularmente, a coprodução de programas de TV. A segunda é o aprendizado e o investimento conjuntos em pesquisa em áreas como tecnologia, inteligência artificial, realidade virtual e novas mídias. É aí, segundo os chineses, que mora o futuro do desenvolvimento mundial do cinema e da TV. Que venham as novas Escravas Isauras!

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