Summit | A geração sem controle remoro

Vídeo por demanda e streaming subverteram a lógica das grades de programação e instauraram uma nova. Mas qual mesmo?

Poltrona, controle remoto e TV formavam um combo disputadíssimo até meados dos anos 90. Mas entre os que vieram depois, como as gerações Millennials e Z, TV com hora marcada e na sala de casa já é história. As possibilidades abertas pelo vídeo por demanda e pelo streaming subverteram a lógica das grades de programação e instauraram uma nova. Mas qual?

Foi o que se discutiu no painel A geração sem controle remoto, no primeiro dia do Rio2C. Para falar do assunto, Domênico Massareto, CCO da Publicis Brasil, e Artur Tilieri, diretor regional de mídias digitais da Turner, foram sabatinados pela jornalista Bárbara Sacchitiello.

Com as mudanças, que já estão transformado a indústria da mídia, o segredo para se diferenciar é: autenticidade. Segundo Massareto, com tantas opções e plataformas disponíveis, marcas que tenham um lastro real em sua essência e visão de mundo serão mais capazes de atrair um grupo de pessoas interessadas em seu conteúdo para, a partir daí, multiplicar a audiência por meio de uma interação legítima.

Tem sido esta a estratégia da Cartoon. Embora seu canal no YouTube tenha surgido em 2007, a marca só começou a trabalhá-lo de modo mais efetivo e estratégico três anos depois. “Foi quando percebemos que não bastava alimentá-lo. Era preciso uma estratégia específica e coerente para cada plataforma. Ao compreendermos isso, construímos uma trajetória de sucesso”, conta o diretor regional de mídias digitais da Turner, Artur Tilieri.

Ou seja, como não é mais possível influenciar o comportamento dos consumidores, como antes, a ideia é ser influenciado por eles, criando conexão e sinergia para construir organicamente uma relação de cumplicidade e relevância. Não são mais os canais que seguem o público, mas o contrário.

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