Rock In Rio - Por Dentro do Maior Festival de Musica do Mundo

A Sala de Música ficou lotada para o painel sobre o Rock In Rio. O maior festival de mésica do mundo, que realizou sua primeira edição há 34 anos - e que é lembrada até hoje - levou três executivas de seu quadro a conversarem com Lu Araujo, diretora artística do MIMO Festival e integrante da Comissão da Música do RIOgaleão Pitching Show® do Rio2C 2019.

Fernanda Estrella, diretora de marketing, destacou que o festival foi pioneiro em ter uma causa (“Por Um Mundo Melhor”), e isso tem tudo a ver com música. O evento surgiu em 1985, portanto foi o primeiro grito de liberdade em um país que acabava de sair da ditadura. Definindo o RIR como uma plataforma de comunicação e experiências (“a gente sonha e faz acontecer”), Fernanda mencionou o Amazonia Live, projeto ambiental do festival e que está plantando milhões de árvores na floresta amazônica, gerando renda para as famílias locais. Um de seus desafios é como mostrar o festival para os que ficaram de fora e isso mobiliza as redes sociais, geridas pela agência Artplan, compostas por mais de 12 milhões de pessoas.

Renata Guaraná, diretora de parcerias, disse que não é difícil vender o RIR para os patrocinadores por conta de toda a história do festival que já foi construída. A executiva falou sobre o desenho do patrocínio e as marcas que já estão dentro, como o Itaú, patrocinador master desde 2011. Abaixo dela, mais quatro ou seis marcas que bloqueiam o segmento, e os apoiadores (10 a 20 marcas com atuação menor). Nenhum dos patrocinadores, frisou, influencia na curadoria dos palcos. Porém, todos eles têm uma responsabilidade muito grande para o sucesso da venda de ingressos. Para ela, hhho evento deste ano tem que ser melhor do que o passado para que o próximo funcione.

Juliana Ribeiro, diretora de ticketing, falou sobre a estratégia para atender o público desde a venda de ingressos até levá-los, enfim, ao festival. Comentou que o evento não é só para o carioca, hoje é preciso vendê-lo para o mundo inteiro. Mostrou qual o desenho de toda a cadeia produtiva dos ingressos, contou histórias engraçadas - como a mãe que lavou a roupa do filho marmanjo com o ingresso no bolso da mesma, sobre segurança, falsificações e disse que para o público em geral não é tão fácil vender o RIR, que o jogo só estará ganho quando vender todos os tickets. A boa notícia é que este trabalho vem sendo realizado com sucesso em todas as edições.

Um dos grandes desafios que Juliana comentou foi sobre o cancelamento do show da Lady Gaga em 2017. E o que isto ocasionou em toda a cadeia produtiva do festival, já que não existia plano B. Foi preciso, por exemplo, contratar psicólogos para atender aos fãs que chegavam desolados para ver o show. “Foi necessário pensarmos qual seria a melhor resposta possível para acolher este público e gerir esta crise”, disse.

Com um quadro de 70% de mulheres na corporação, elas também falaram sobre a hierarquia na empresa e a relação com Roberto Medina, adjetivado como “visionário, sonhador e resiliente” e que está sempre ativo no escritório, todos os dias fazendo a gestão criativa. Por fim, o que as motivam a trabalhar no RIR? Conversas bacanas, com marcas legais, e a possibilidade de aprender o tempo inteiro foi unanimidade. Quais as ambições de cada uma na empresa, que estão juntas de mais de 20.000 pessoas trabalhando? “Para mim, que entrei ano passado, é fazer com que literalmente este seja o maior e melhor Rock In Rio de todos os tempos. E eu sei que será!”, encerra Fernanda, antes de passarem um vídeo emocionante produzido pelo canal Multishow.

 

 

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