Hit Making - A mecânica por trás das histórias de sucesso

A Casa das Marcas abriu no segundo dia do Rio2C com PJ Pereira, um dos publicitários mais influentes do mundo, escritor best-sellers, vencedor de três Emmys, produtor de filmes, web-séries. Nesta apresentação, ele nos mostrou a sua visão das oportunidades criativas para contadores de histórias de todos os tipos. Carioca, PJ começou falando sobre a infância na Praia do Arpoador e uma lição que aprendeu com o seu pai e que o acompanha a vida toda: “Quando a onda vier, ou você pega ela, ou siga para o fundo. Não fique na arrebentação para não levar caixote”. 

Estamos atualmente na onda do On Demand e isso está mudando a natureza do mundo do entretenimento. Presenciamos uma explosão de conteúdo, em que o Emmy premia séries como Game Of Thrones, Handmaids Tale e Tidyng Up, que não tem breaks comercias para garantir a atenção integral do espectador. E como as marcas atuam para que elas sejam percebidas neste caso? É preciso criar histórias que atraem, encantam e dão o que falar. Assim, PJ apresentou alguns cases de sucesso em que esteve envolvido. 

Como o do documentário “Lo and Behold” (“Eis os Delírios do Mundo Conectado”, Netflix), sobre internet e a dependência, dirigido pelo premiado Werner Herzog, onde ele traz a historia da rede desde o seu nascimento, em 1969, e menciona todos os prazeres e pesares que ela engendrou; “The Bong Symphony” mostra como seria uma orquestra de bongs, usados para fumar maconha; e o polêmico trailer de seu livro “A Mãe, a Filha e a Espírita da Santa”.

Outro case bem interessante foi um anúncio de seu cliente, o veículo Mini. Como seria vender um carro pequeno nos Estados Unidos, onde todos adoram carros grandes? A peça conta uma história recriando a canção de Cole Porter pelo cantor e compositor inglês Labrinth. Neste caso, “Don’t Fence Me In” (https://youtu.be/BjqXieV4q5M) não foi um trabalho publicitário mas sim, musical, cheio de expressão e inspiração. 

Um dos Emmys que PJ ganhou foi para “The Beauty Inside” (Intel e Toshiba), um filme social interativo, dirigido por Drake Doremus e estrelado por Mary Elizabeth Winstead e Topher Grace. Ele foi o primeiro filme de Hollywood que deu ao público a chance de desempenhar o papel principal de uma trama na qual o personagem Alex se apaixona por Leah e tenta conquistá-la mesmo acordando como uma nova pessoa a cada dia.

“Formato não existe, ele está aqui para ser criado”, diz PJ ao apresentar “Movie Poster Contest” (Adobe) um curta derivado de um concurso onde estudantes criaram um poster para um filme inexistente e a obra campeã inspirou Zach Braff a dirigir e criar um filme sobre ela. Neste caso, o processo de se fazer um filme foi reverso e mostrou a história de uma influencer do século 19 (https://youtu.be/AjvV8xPx-Oc).

“Tenha orgulho e quebre tudo”, reforçou PJ ao dizer que se deve pensar na propaganda como entretenimento. “Vale a pena ser mandado para o inferno se você consegue com o seu trabalho fazer as pessoas gritarem e se movimentarem”, finaliza ele ao mostrar o seu último case, um clipe de animação que entra no ar hoje sobre o ano histórico para as mulheres na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos.

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