Summit | Nestlé: o sabor da inovação

Como a Nestlé iniciou uma jornada de inovação em que a cultura maker é o fermento da transformação digital

Líder do segmento de alimentação com mais de 2 mil marcas em seu portfólio, a Nestlé iniciou, há 4 anos, um acelerado processo de transformação digital. “O início de tudo foi um entendimento mais profundo do que o consumidor espera de uma marca nos dias de hoje, além de produtos de qualidade”, explica o gerente de inovação da Nestlé no Brasil, José Pereira Jr.

A resposta, segundo Pereira, apontou para experiências como ‘encantamento’, ‘conveniência’, facilidade de acesso’ e ‘personalização’, adjetivos que não nos vêm à mente de imediato quando pensamos em empresas de alimentos, mas são tradicionalmente associadas às de tecnologia. A solução, para a Nestlé, foi aprender com estas.

Mas como uma empresa líder, gigantesca e formada basicamente por engenheiros de alimentos pode fomentar uma cultura de inovação, com agilidade de processos e forte base de T.I, num curto espaço de tempo?

“Em linhas gerais, é o que estamos vivendo nos últimos anos”, explica Pereira. “O produto continua sendo o nosso core, mas para levarmos inovação e experiências marcantes aos nossos consumidores, iniciamos uma jornada em que a cultura maker tem tido um papel fundamental”.

A empresa desenvolveu uma metodologia para trazer as ferramentas e a cultura do universo da tecnologia, formando ‘redes para inovação’. Ou seja: abriu suas portas para parceiros do universo maker que a ajudem a entregar o que o consumidor final está buscando. Um bom exemplo disso é a HENRi (www.henri.nestle.com), uma plataforma de inovação aberta que permite a colaboração de empreendedores, empresas ou parceiros externos na solução de problemas ou demandas específicas da empresa.

Na Rio2C, Pereira mostrou mais dois exemplos de como inovação é tratada atualmente pela Nestlé. No primeiro, o gerente mostrou como a cultura maker também é fomentada internamente, por meio de desafios de inovação lançados à própria força de trabalho. No segundo, Pereira apresentou o passo a passo do Projeto Páscoa Interativa, uma iniciativa de inovação aberta que envolveu alunos da Fundação Getúlio Vargas - FGV, a Nestlé e uma consultoria maker parceira. A proposta foi fazer desta última Páscoa uma experiência única, criando uma experiência de interatividade em que os ovos de chocolate “escolhiam” os consumidores, e não o contrário. Para uma empresa de tecnologia, o chocolate estava delicioso. Ou vice-versa.

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