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A ciência da meditação

Quais são os tipos de estresse e como podemos usar a meditação para manter a mente mais focada e produtiva? Para responder a essas questões, no dia 24 de abril, Elisa H. Kozasa apresentou o painel "A Ciência da Meditação" para a platéia do BrainSpace. Pesquisadora neurocientista, ela é Fellow do Mind and Life Institute, docente do Hospital Israelita Albert Eistein, bióloga com doutorado na área de Psicobiologia, pós-doutora em Neuroimagem Funcional e pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV.

Elisa começou o painel perguntando sobre o nível de bem estar e nível de estresse dos participantes nas últimas duas semanas. Ela explicou que o Eustresse define períodos curtos, leves e controláveis de estresse, que servem de estímulos positivos ao desenvolvimento emocional e intelectual. Por outro lado, existe o Distresse, situações graves, longas e incontroladas de estresse psicológico e físico que são prejudiciais à saúde.  

"Estar estressado não significa que a gente não possa ter bem-estar. Ambos podem coexistir. Temos que pensar qual tem sido o balanço disso na nossa vida", afirmou. Segundo a pesquisadora, a falta de reações adaptativas ao estresse podem levar a perturbações emocionais, dores de cabeça e insônia, por exemplo. 

Elisa citou o estudo "The effects of perceived chronic stress on the fMRI correlates of attentional control in women managers", publicado em 2018 pelo Instituto Albert Einstein que fala como pessoas estressadas demandam a ativação de mais áreas do cérebro.

Outro tema foi como o entorno afeta as pessoas. "Em 2012, três a cada dez paulistanos reportaram transtorno mental nos últimos 12 meses. Desses, 19,9 por ansiedade, 11% transtorno de humor, 4,3 transtorno de controle de impulsos e 3,6 por abuso de substâncias. Isso há sete anos. Imaginem esse índice agora!".

Com tantas pressões do mundo contemporâneo, as pessoas estão buscando novas alternativas para cuidarem de si mesmas. "Estudos nos Estados Unidos mostraram que dobrou, de 2012 para 2017, o número de pessoas acima de 18 anos que meditam". A  meditação é uma prática contemplativa como a Yoga e o Tai Chi, que ajudam a desenvolver a empatia e habilidades de comunicação. "Essas práticas ainda ajudam o manejo do estresse, aumentam a criatividade, foco, atenção e ajudam a dar suporte a uma vida mais amorosa e compassiva.  

Pesquisas também relacionam a meditação com o aumento de eficiência em tarefas de atenção e controle de impulsos. "Quem não meditava tinha que acionar mais áreas do cérebro para manter o foco. Em outras palavras é um baita exercício mental".

Outros estudos também estão relacionando a pratica de meditação à geração de mais empatia e compaixão. "Esse tema tem se tornado também recorrente na área de negócios. Com lideranças no trabalho tratando mal seus liderados, nós não vamos muito longe. 

Lisa também falou sobre como a Yoga protege o cérebro na terceira idade. "A estrutura do cérebro de pessoas que meditam há mais de 10 anos é mais grosso. Habilidade de atenção e memória em idosos que praticam é mais preservada do que quem não pratica", completou.

A especialista fechou o painel com uma frase de Arianna Huffington: "Meditação não é sobre para os pensamentos, mas reconhecer que somos mais do que nossos pensamentos e sentimentos".

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