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Summit | O negócio do humor com Marcius Melhem

A abertura da segunda edição do Summit Rio2c by Meio & Mensagem contou com um talk show com Marcius Melhem, atual responsável pelos projetos de humor da Globo, com moderação de João Livi, CEO da agência Talent Marcel. No cargo de diretor desde setembro de 2018, Melhem falou sobre os novos processos de criação de conteúdo de humor e o teste constante de formatos e plataformas com a intenção de descobrir novos caminhos de se comunicar com as pessoas.

Nestes tempos em que praticamente qualquer coisa fica “velha” muito rápido, ele defende que apresentar uma linguagem diferente e dar ao público o que ele ‘nem sabe o que quer’ - ou seja, surpreendê-lo - é fundamental, assim como a troca de ideias para o audiovisual brasileiro no momento. A tendência é um produto “multi-janelas”, já que não se sabe aonde o espectador vai consumir este produto.

“Eu ainda tenho muito para dar nesta função que estou desempenhando. Eu não sou executivo, eu estou executivo. E isso para mim é abrir caminhos. Mas, se por acaso eu não servir mais, eu volto tranquilamente para o meu lugar anterior. Nunca tive esse sede de poder”, diz Melhem que além de humorista é também jornalista, roteirista, ator e dublador.

No painel, três cases de sucesso da emissora foram discutidos: o novo formato do “Zorra”, o recém-extinto “Tá no Ar” e o quadro “Isso a Globo Não Mostra”, do Fantástico. Talvez seu maior desafio tenha sido repaginar o “Zorra”, um programa já estabelecido na Globo e que tem uma audiência de 32 milhões e meio de pessoas. Ele diz que o novo programa veio na esteira do sucesso de “Tá no Ar”. Para chegar neste novo modelo e atingir um país muito diverso, ele pediu carta branca para a diretoria e também todos os dados de pesquisas sobre a população. Era preciso manter 1/3 do público fiel da atração e tentar reter o máximo dos 2/3 restantes.

Já “Isso a Globo Não Mostra” é um caminho de conexão que tem como objetivo movimentar o telespectador. O ‘pulo do gato’ foi se apoderar da hashtag #issoaglobonaomostra - que é (era) contra a Globo - e deixar o público decidir o que era verdade ou mentira, resignificando o audiovisual e ao mesmo tempo fazendo humor com isso.

O “Tá no Ar”, que recentemente teve o seu fim após 6 temporadas, surgiu da ideia de que “a gente mesmo tem que se sacanear e depois sacanear os outros”, disse Melhem, arrancando risadas da plateia. Neste tempo todo, ele ressalta que o programa nunca teve uma cena vetada, apesar de existirem “várias Globos dentro de uma só” e da necessidade de dialogar com alguns setores da empresa, como o jurídico, por exemplo, já que o programa mexia com marcas famosas.

Um outro tema bastante atual foi a liberdade de expressão. Para o ator, faz parte do jogo mas é possível falar de humor sem ódio e sem agressão. Ou usar o humor para combatê-los. “A minha liberdade não está acima de todos. O politicamente incorreto não é algo ruim para a sociedade, mas nem tudo eu faria. Eu topo rir da ideologia de gênero contanto que eu jogue uma luz sobre ela”.

E para encerrar, o tema foi negócios. Por que, afinal, o que ele faz é “show” e “business”. “A gente poderia explorar muito mais. Por exemplo, não tem merchandising dentro dos programas”, conta. “Os dados de pesquisas que balizam os negócios - e até a criatividade - são usados contra e a favor. É necessário identificar quem foge dessa programação e olhar com muito cuidado. O número é uma reação ao seu conteúdo”, finalizou.

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