O poder da nova cena maker

Fábio Ludwig, criativo e roteirista, da VICE Brasil, Rita Wu, designer, artista e diretora da Rede Fab Lab Livre SP e Renata Simões, jornalista, apresentaram no Rio2C os detalhes da nova série “Remake” produzida pela VICE com patrocínio da Petrobras. 

O programa explica o que é ser um maker e traz curiosidades e desafios deste universo. Em cada episódio, Rita Wu se junta a outras mentes curiosas para criar um novo projeto e desenvolvê-lo com as próprias mãos. O ponto de partida é sempre transformar um item do dia-a-dia em algo completamente diferente. 

Além da companhia dos makers, Rita Wu conta também com convidados especiais para testar os protótipos desenvolvidos em cada episódio. A série tem estreia prevista para 11 de dezembro e contará inicialmente com três episódios.

Fábio deu início ao painel explicando que a VICE hoje é o maior selo de conteúdo editorial para jovens urbanos, os millenials. Aqui no Brasil, a marca começou como uma revista de pouca tiragem, cresceu, se tornou um site super acessado que agora parte para as franquias. “Hoje estamos criando franquias, que seriam nossos programas autorais de televisão. Cobrimos o que nos interessa e o que interessa ao nosso público”. A série “Remake” foi o primeiro projeto criado dentro desse formato de conteúdo audiovisual. 

Rita Wu fexplica que “ser maker” é algo que faz parte do ser humano, todo mundo pode ser um. “O que diferencia as pessoas que se colocam como maker é ter a consciência do que elas estão fazendo, qual é a finalidade disso. Principalmente quando a gente vai alterar formas de produção, consumo e de aprendizagem. Maker é aquele que faz, mas com uma consciência muito forte sobre o que está fazendo”.

“Só de trazermos uma não apresentadora para apresentar o programa já é uma abordagem maker e inovadora. Nenhum dos participantes eram atores ou estavam acostumados com as câmeras e a dinâmica do audiovisual. Flávio conta ainda que a criação dos episódios aconteceu totalmente juntos e na hora, tanto que lidar com o erro foi um desafio para ele. “Roterizei os episódios com o que eu achei que ia acontecer, por exemplo no último episódio não aconteceu nada do que eu previ.”

Rita já tem uma outra visão sobre lidar com o inesperado. Os makers estão acostumados a irem se adaptando ao meio e produzirem na hora, diferente do meio audiovisual que precisa de planejamento e previsão. “A gente tá sempre consertando, arrumando coisa. Essa coisa de descartar não é muito a nossa. O lance do maker o que é interessante é entender uma necessidade e ele mesmo produzir, não só consumir coisas pensadas por outras pessoas”.

Quando perguntado sobre o futuro da série, o roteirista trouxe boas notícias. Eles planejam novos desdobramentos, que já se encontram em fase inicial e devem ficar mais para o fim do ano. “Queremos dar um novo looping, uma nova pegada e não ser só a repetição do que já foi feito, vamos dar um passo a mais, de repente trazer makers de outras áreas, por exemplo makers da música, e transformar a série em uma franquia mais forte”.

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De 3 a 8 de abril de 2018 na Cidade das Artes, Rio de Janeiro

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