Inovação e Transformação Social

 

Representantes dos institutos Olabi e Vale do Dendê estiveram no Rio2C e promoveram um debate sobre o acesso e a produção de novas tecnologias por jovens de periferia. O painel “Inovação e Transformação Social”, que aconteceu no dia 5 de abril, destacou a importância da diversidade e criticou a falta de representatividade feminina e negra nas grandes empresas do setor.

Os projetos atuam como articuladores de rede unindo criativos e organizações privadas. O diferencial destas iniciativas está em acreditar que as tecnologias também podem ser feitas fora dos centros de pesquisa e do meio corporativo.

Para a diretora do Olabi, Silvana Bahia, democratizar os meios de produção abre espaço para a diversidade e permite que as tecnologias sejam também mais acessíveis. O projeto, com sede em Botafogo, zona sul do Rio, se define como um makerspace, com instalações e equipamentos para uso coletivo.

Com canos de PVC, potes de tinta de cabelo e uma impressora 3D, Hugo Lima construiu materiais e acessórios de audiovisual. O jovem, que é morador da Zona Oeste do Rio, barateou equipamentos que custam até dez mil reais e ainda pôde adaptá-los às suas próprias necessidades.

“O Hugo fez todas as suas criações coloridas, para que elas parecessem cada vez mais com brinquedos. Isso porque ele sabe que, no lugar onde mora, a partir de determinado horário, esse equipamento pode facilmente ser confundido com uma arma”, contou Silvana.

É para oferecer estas novas visões e experiências que o Vale do Dendê, em Salvador, também investe em empreendimentos culturais. O objetivo é conectar e potencializar ideias jovens, preferencialmente lideradas por mulheres e afrodescendentes. Paulo Rogério Nunes, um dos criadores do projeto, destacou ainda os benefícios que a diversidade pode proporcionar na economia. “Quando abrimos o radar de oportunidades, conseguimos gerar inovação em mais escala”, completou.

O Vale do Dendê lançou recentemente uma escola de inovação, com foco em periferia. A ideia é popularizar a tecnologia e divulgar a criatividade. “Muitas vezes nós falamos sobre a cultura maker e crowdfunding, mas essas iniciativas já acontecem na periferia. As pessoas já estão fazendo inovação, mas não têm um rótulo. A gente quer que elas se reconheçam produtoras de conteúdo e produtoras de inovação”, declarou Paulo Rogério.

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