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Público do Rio2C descobre quem é Kondzilla

O Teatro de Câmara recebeu no final da tarde de sexta-feira, 26 de abril, uma das palestras mais esperadas dessa edição do Rio2C. Konrad Dantas, mais conhecido pelo nome artístico KondZilla, é um produtor, empresário, diretor criativo e diretor de arte, brasileiro, criador e proprietário do terceiro maior canal do YouTube do mundo. Ele falou sobre sua trajetória, sua visão de negócios e da música na internet.

Tudo isso surgiu aos 11 anos quando ele começou a querer cantar rap, queria ser artista e isso o ajudou a construir uma carreira para que ele pudesse ajudar outros artistas. Aos 15, perdeu a sua mãe, recebeu o seguro de vida dela e com o dinheiro foi para São Paulo estudar cinema 3D. Vindo da favela do Santo Antônio, no Guarujá, ele já sabia da importância que o funk tinha na comunidade. Quando viu alguns videos bombando na internet - e a maioria era bem pobre de produção, feitos através de um catálogo do Mercado Livre - pensou que qualquer coisa que fizesse daria certo. Com um MC chamado Boy do Charmes fez a sua primeira incursão no universo de produção de videoclipes, na época do funk ostentação. Em pouco tempo o clipe atingiu 1 milhão de views no YouTube. Logo depois, MC Guimê o procurou e juntos fizeram “Tá Patrão” (2011). Nesta época começou a investir mais no canal, que é totalmente democrático e não tinha intermediários para a veiculação do material. 

Deixou o seu trabalho para viver de videoclipe, mas não tinha clientes. A situação estava difícil quando Chorão o chamou para dirigir o DVD da volta da banda com a formação original do Charlie Brown Jr. Deu certo, a entrega foi boa, e o vocalista o chamou para ser videomaker e excursionar com a banda. Em dezembro de 2011 já estava dirigindo um clipe do grupo. Em janeiro de 2012 fez 8 video clipes de funk e abandonou o Charlie Brown. Nesta época, ele já tinha interesse em trabalhar também com esportes radicais. 

KondZilla hoje é uma holding de comunicação com canal do YouTube, produtora de video, produtora fonográfica, agenciamento de artistas, portal de comportamento. Tem parceria com marcas como Orloff, Nike e Nestlé. A pessoa Kond também tem uma carreira fora da KondZilla. Faz MBA como ouvinte de Gestão de Pessoas na FGV, filmes publicitários e é diretor da Conspiração Filmes. 

Dos dez videoclipes musicais assistidos no Brasil em 2018, 5 são da KondZilla. “O Rio de Janeiro inventou o funk e sou muito grato mas sou mais feliz ainda em ver que isso não é apenas um gênero musical, ele está se tornado um movimento musical com varias ramificações dentro dele, como o 150 BPM. O hip hop nasceu nos EUA, mas hoje é feito no mundo inteiro. Então o funk não pode ser só do Rio de Janeiro, o funk é global”, disse. 

Com o maior canal de música do YouTube do mundo, a KondZilla - que também tem outros canais, como o KondZilla Apresenta - tem mais de 24 bilhões de visualizações com mais de 48 milhões de inscritos. Isso o fez mudar a estratégia, o discurso. “Nascemos na periferia e conseguimos ultrapassar esta fronteira, alcançando outros lares porque colocamos filtros como não fazer mais clipes com palavrão, armas e objetificação da mulher. Com esta decisão, em 2016, criamos os nossos concorrentes, que são muito bons”. 

São mais de 1.000 videos no canal do YouTube e todos os artistas participam do faturamento. Se o vídeo está indo bem, conseguem aumentar o cachê e fazer mais shows, o objetivo é sempre vender mais tickets/ingressos e aumentar a cadeia produtiva. O YouTube não é somente a única plataforma em que atua. Série na Netflix, parcerias com a Globosat, Vice , Boiler Room e Spotify também fazem parte da sua carteira. Uma estratégia recente foi criar um canal de comportamento que só começará a colocar conteúdo quando atingir 1 milhão de inscritos. “Hoje nosso principal negócio é abrir câmera e deixar a produção com o cliente porque a gente quer potencializar a mensagem deles”. A frase “A favela venceu” aparece no telão e a plateia sente que aprendeu uma bela história de vida, de superação e de profissionalismo.

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